
terça-feira, 9 de junho de 2009
Utopia dos anos 80 volta aos cinemas

domingo, 7 de junho de 2009
Homem-máquina...Máquina-humana

Segundo ele, em poucas décadas será possível, por exemplo, fazer download de informações diretamente para o nosso cérebro, ou seja, poderemos assim adquirir qualquer conhecimento que quisermos com o auxílio do computador. (Utopia essa citada em tom de brincadeira por Rosana Hermann, nossa entrevistada para o seminário).
Assim como os downloads, Kurzweil acredita que poderemos armazenar nossa memória nas máquinas, retardar o envelhecimento através de pílulas, imergir em uma realidade virtual através de nosso próprio sistema nervoso, curar doenças e anomalias de DNA com nanorrobôs viajando por nossa corrente sanguínea, entre muitas outras suposições.
Gabarito não lhe falta para prever esse futuro surreal. Ele construiu seu próprio computador na década de 60, inventou o scanner e o tradutor de textos para deficientes visuais e vários outras criações no campo tecnológico. Muitos o consideram o sucessor de Thomas Edison.
O que o cientista prevê é que o homem ficará cada vez mais próximo da máquina, e a máquina cada vez mais se parecerá com um humano, em uma fusão irreversível. Seremos meio máquinas e as máquinas meio humanas...
Os adeptos do Neo Luddismo certamente virão essas possibilidades como o novo apocalipse, afinal a natureza humana nunca poderá se igualar ao tecnicismo da máquina. Mas, como pensa Rosana, essa utopia até que não seria má idéia.
Para quem quiser conhecer melhor as antevisões de Ray Kurzweil, uma matéria bem interessante sobre ele foi publicada na edição de abril da revista Rolling Stones.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
O que lemos é realmente o que é mais importante?
"A redação estava elétrica", me disse um editor após a descoberta de Shannon Matthews, 9 anos, que esteve desaparecida por 24 dias em fevereiro de 2008. "Minutos após a publicação da história, nós assistimos os cliques subirem como um jorro de petróleo. Em apenas uma hora, nós recebemos 60 mil acessos!"
É assim que começa uma matéria publicada no UOL na semana passada que mostra uma mudança no jeito de fazer jornalismo. Agora, o que importa não é apenas a notícia mais relevante no momento. É o que rende mais clique no momento. O exemplo citado no texto acima foi realmente um sucesso.
O jornalismo sempre teve uma luta interna: quem define o que é notícia? O público, que “pede” as suas notícias ou os fatos mais importantes? Pelo visto, seguindo a idéia de que o melhor é o que rende mais clique, temos um jornalismo dominado pelo público, muito mais democrático e que leva aos leitores o que eles realmente querem saber!
Isso fica muito bonito na teoria. É a utopia da democracia e da liberdade dos leitores. Só será estampado nas manchetes dos sites o que os internautas quiserem. Nada de domínio de editor-chefe. Mas, na verdade, isso parece ser mais uma grande distopia da sociedade moderna. Agora não é mais o editor-chefe quem define a hierarquia dos fatos da página principal. Agora quem assumiu esse papel foi uma maquininha, o conta-clique!
É simples! Se está dando mais clique, fica na home. Se não está indo tão bem, merece um destaque menor. Mas como podemos garantir que o que está “rendendo” mais é mesmo o mais relevante? Muitas vezes, uma notícia de um jogador de futebol tendo caso um mulher fruta dá muito mais clique que um texto sobre a crise econômica mundial. O que é mais importante para os cidadãos? Saber do caso de amor do astro dos gramados ou como anda a economia de seu país e saber defender a sua conta bancária?
A utopia da democracia e da liberdade dos leitores nem sempre contempla todos os assuntos. Os fatos mais estranhos, engraçados e com os melhores vídeos são os que rendem mais. Sei disso por experiência própria. Se ficarmos escravos e sendo controlados pela maquininha do conta-clique, nós, os jornalistas, vamos deixar de lado a nossa liberdade. Vamos esquecer de que temos função de informar a sociedade e equilibrar as notícias, entre o que é mais relevante e que dará mais audiência naquele momento.
As redações on line seguem cada vez mais o caminho do conta-clique. Afinal, quando a página está sendo bastante visitada, não é apenas a notícia que está sendo vista. Os leitores navegam pelas notícias, pelos anúncios, podem entrar em links. Tudo isso gera mais receita à empresa. Entretanto, é nosso papel lutar contra tal distopia e controle e lutar pela nossa utopia: a liberdade, a imparcialidade, o poder de edição.
domingo, 5 de abril de 2009
ENSINAMENTOS DE MAQUIAVEL
“Entre como se vive e como se devia viver há tamanha diferença, que aquele que despreza o que se faz pelo que se deveria fazer aprende antes a trabalhar em prol da sua ruína do que da sua conservação. Na verdade, quem num mundo cheio de perversos pretende seguir em tudo os princípios da bondade, caminha para a própria perdição”.