segunda-feira, 8 de junho de 2009

Utopias-distopias contemporâneas o ciberespaço conceitos e teorias

UTOPIA, E O QUÊ? DISTOPIA, E DAÍ?


ESPERANÇA CATÁSTROFE



DISTOPIA




“É provavelmente, demasiado elogioso chamar-lhes utópicos; deveriam em vez disso ser chamados dis-tópicos, ou caco-tópicos. O que é comumente chamado utopia é demasiado bom para ser praticável; mas o que eles parecem defender é demasiado mau para ser praticável."



Foi através do discurso de John Stuart Mill e Gregg Webber em 1868, no Parlamento Britânico, que a expressão Distopia, foi utilizada pela primeira vez. Certamente, baseado no amplo conhecimento do Grego, que ambos possuiam:




O prefixo grego "dis" ou "dys" ("δυσ-") significa "mau", "anormal", "estranho", a palavra grega "topos" ("τόπος"), significa lugar e o grego "ou-" ("ου") significa "não". Assim, utopia significa "lugar nenhum" e distopia significa "lugar mau".
Grego Antigo




Distopia ou Antiutopia




Pensamento - Filosofia - Processo discursivo

antítese da utópica / “utopia negativa”



Afeta a Sociedade gerando:




TOTALITARISMO

NORMAS FLEXIBILIZADAS




AUTORITARISMO

CONTROLE OPRESSIVO



Que reflete na Tecnologia, que por sua vez é instrumento de domínio da Sociedade, utilizado por:




CORPORAÇÕES ESTADO INSTITUIÇÕES



A maioria das distopias tem alguma conexão com o nosso mundo, mas frequentemente em um futuro imaginado ou um mundo paralelo. Além disso, a distopia foi causada em consequência da ação ou da falta de ação humana, de um mau comportamento ou da ignorância.


UTOPIAS




As utopias são sistemas sociais idealizados e não têm raízes na nossa sociedade atual, figurando em outra época ou tempo ou após uma grande descontinuidade histórica.

A utopia de Thomas More

Embora Utopia signifique lugar nenhum, ela representa uma ilha
com uma comunidade perfeita


domingo, 7 de junho de 2009

Homem-máquina...Máquina-humana


O cientista e inventor americano Ray Kurzweil, conhecido como o maior futurólogo do mundo, vem há alguns anos instigando crentes e descrentes com diversas previsões sobre as revoluções que o avanço da tecnologia irá proporcionar à vida humana. São afirmações no mínimo, intrigantes.

Segundo ele, em poucas décadas será possível, por exemplo, fazer download de informações diretamente para o nosso cérebro, ou seja, poderemos assim adquirir qualquer conhecimento que quisermos com o auxílio do computador. (Utopia essa citada em tom de brincadeira por Rosana Hermann, nossa entrevistada para o seminário).

Assim como os downloads, Kurzweil acredita que poderemos armazenar nossa memória nas máquinas, retardar o envelhecimento através de pílulas, imergir em uma realidade virtual através de nosso próprio sistema nervoso, curar doenças e anomalias de DNA com nanorrobôs viajando por nossa corrente sanguínea, entre muitas outras suposições.

Gabarito não lhe falta para prever esse futuro surreal. Ele construiu seu próprio computador na década de 60, inventou o scanner e o tradutor de textos para deficientes visuais e vários outras criações no campo tecnológico. Muitos o consideram o sucessor de Thomas Edison.
O que o cientista prevê é que o homem ficará cada vez mais próximo da máquina, e a máquina cada vez mais se parecerá com um humano, em uma fusão irreversível. Seremos meio máquinas e as máquinas meio humanas...

Os adeptos do Neo Luddismo certamente virão essas possibilidades como o novo apocalipse, afinal a natureza humana nunca poderá se igualar ao tecnicismo da máquina. Mas, como pensa Rosana, essa utopia até que não seria má idéia.

Para quem quiser conhecer melhor as antevisões de Ray Kurzweil, uma matéria bem interessante sobre ele foi publicada na edição de abril da revista Rolling Stones.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Queremos participar do espetáculo!

Para quem ainda não sabe, os utópicos e distópicos são amigos que se conheceram no curso de pós-graduação da Cásper Líbero, da disciplina Mídia e Poder. Durante o semestre vimos diversas vezes expressões como sociedade do espetáculo, shownalismo e outras que nos remetem à prática do jornalismo como um grande circo, um grande espetáculo que faz de tudo para conseguir audiência e prender a atenção dos espectadores, leitores e afins. E no nosso jornalismo participativo, sobre o qual eu já falei algumas vezes por aqui? Onde fica o espetáculo? O que significa participar de todo esse circo de notícias e sensacionalismo?

Encontro pelo menos duas respostas, o resto eu deixo para vocês pensarem. A primeira está na quantidade de notícias recebidas pelos portais de jornalismo-cidadão. Muitos falam sobre o que acontece em seu bairro, o acidente do trânsito, mas o recorde são as matérias sobre celebridades. No Minha Notícia, do portal iG, a maioria das colaborações recebidas até o ano passado eram alguma fofoca ou foto de celebridade. Existe até um canal específico para isso, o Foto Flagra. Todo mundo quer ser paparazzi e entrar no mundo do espetáculo da notícia pelo próprio espetáculo, através de quem está sob os holofotes. E aí vale de tudo. A mulher fruta que foi à praia, a outra que saiu sem calcinha e o que os olhos vívidos dos internautas repórteres conseguirem captar.

Outra reposta é ter a sua reputação para ser respeitado no meio de toda a enxurrada de notícias e conquistar o seu próprio público. E isso vai além do jornalismo participativo. Está nos blogs, nos comentários de matérias e no que mais der voz ao internauta. Ele quer que a sua visão sobre todo o espetáculo da notícia seja lida, ouvida e ganhe vida em fórum de discussão. O Minha Notícias e outros sites do gênero mostram rankings com os leitores que mais colaboram ou que tem as matérias mais comentadas. Alguns portais como o Overmundo usam o ranking para editar a página principal. Quem tiver mais comentários e for mais bem votado, ganha mais destaque. O Slashdot, referência para o mundo de tecnologia, tem seguidores fiéis de determinados colaboradores, que fizeram a sua fama no portal com boas notas nos comentários.

Quem escreve quer falar para alguém e quer ser ouvido. A boa reputação no jornalismo participativo significa que você está no caminho certo e estão dando importância ao que você fala. Ou seja, você conseguiu ter a sua voz e o seu próprio papel em todo o espetáculo!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Por que Slashdot.org?


Para quem gosta de tecnologia, quer saber o que acontece nesse universo, principalmente nos Estados Unidos, e não tem problema nenhum de se assumir como nerd, o Slashdot é o lugar. Além de ser reconhecido pelos geeks, programadores e afins, quem quiser pode participar e mandar a sua notícia. Agora, uma curiosidade sobre esse pioneiro do jornalismo participativo. Você sabe por que o nome do site é Slashdot? 

Tudo nasceu das mentes de Rob Malda e seus amigos, fundadores do portal. O site é norte-americano, não tem pretensões de atravessar fronteiras, mas não perdeu a oportunidade de brincar com seus seguidores, colaboradores e quem mais tentasse soletrar o nome do serviço. Em inglês, se fossemos soletrar o nome completo do site, teríamos: h-t-t-p-colon-slash-slash-slash-dot-dot-org. Ou seja, h-t-t-p-dois pontos-barra-barra-barra-ponto-ponto-org. Ou ainda, http:///..org . Lógico que, se colocarmos esse endereço na barra, vai aparecer que ele não é válido. 

E nem por isso o Slashdot teve problemas em se difundir. Até 2004, como mostra Luciene Breier no texto Slashdot e os filtros do Open Source Journalism, eram 2 milhões de leitores diários e mais de 50 mil membros. Agora, para não restar duvidas, o endereço real do portal é http://slashdot.org. 

E eles também inventam moda!

O sucesso do Slashdot em seu nicho de tecnologia, ficção científica, linguagem de programação, softwears livres, direitos autorias é tanto que já existe até o Efeito Slashdot. O número de integrantes que participam dessa comunidade é tamanho, seja com comentários, matérias, ou moderação, que links postados na home acabam derrubando os servidores das páginas-destino por causa do número gigante de acessos. Quando a página cai, temos o tal Efeito Slashdot. E aposto e muitos já foram vítimas desse efeito... 

E você, é um nerd?

O Slash se define como "News for nerds. Stuff that matters". Isso significa, o site tem notícias para nerds e coisas que interessam a esses nerds. Com isso, não adianta procurar por lá assuntos de política ou tendências da última moda. A não ser que a sua moda seja seguir a série Star Trek e você quer comentar o filme que chegou há pouco tempo nos cinemas. 

No último domingo, o Fantástico, da Rede Globo, fez uma matéria mostrando quem são os nerds do momento e que não é nenhuma vergonha se assumir como tal. Assim como os usuários e colaboradores do Slashdot, esses caras são nerds sim, sem nenhum problema. Veja o vídeo abaixo! 


quarta-feira, 27 de maio de 2009

terça-feira, 19 de maio de 2009

Liberdade vigiada

Você tem uma foto que é flagra de uma celebridade? Ou quer contar a sua visão da final do Campeonato Estadual, já que estava lá no estádio, sofrendo junto com seu time? Ou tem uma verdadeira cratera na sua e quer fazer uma matéria para denunciar? Você tem espaço no jornalismo participativo para falar, escrever, mandar vídeos e fotos sobre o que quiser. Você poder ser o jornalista. Mas lembre-se que toda essa liberdade é vigiada.

Alguns exemplos praticados no Brasil e no mundo têm vigilância em diversos níveis, mas ela sempre está lá. Vamos começar pelos nossos produtos nacionais. No portal iG, o serviço de jornalismo participativo é o Minha Notícia. O internauta manda textos, fotos, vídeos mensagens por SMS e tudo é analisado e apurado pela equipe de editores na redação antes de ir ao ar. São esses editores que arrumam possíveis erros de português nos textos e também decidem o que vai ser destacado na home do canal. Ou seja, nem tudo que é recebido é publicado e nem tudo que é publicado é destacado.

Segundo o editor do Minha Notícia Daniel Hassegawa, a checagem e apuração das informações é necessária para evitar erros, desde concordância verbal até de informação. Ou seja, o internauta tem a liberdade de escrever sobre o que desejar, mas será vigiado sempre por um editor “desconfiado”. Por outro lado, esse tratamento à informação recebida pelos meios participativos é um cuidado para manter o padrão e a veracidade das notícias.

O portal Uol, por exemplo, já pecou nesse aspecto. No caso do acidente da TAM, em julho de 2007, um usuário mandou uma foto que na verdade era uma montagem de um boneco no hangar em chamas e a imagem foi parar na home principal do portal.

Lá fora, dois exemplos bem sucedidos de jornalismo participativo também dão uma “liberdade vigiada” aos seus usuários. O sul-coreano OhMyNews também usa uma equipe de editores na redação para controlar as publicações. Mas isso não inibe as colaborações. O site nasceu em 2000 e, em 2004, ganhou uma versão internacional. E quem mandava uma história que, na visão dos editores, merecia destaque na página principal, ainda ganhava por isso. Entretanto, o site parou de pagar pelas suas contribuições no começo deste ano, por conta da crise mundial.

Quem também faz parte dessa “liberdade vigiada” é o Slashdot, muito conhecido e reconhecido no universo da tecnologia. Os colaboradores podem até escrever posts anônimos, mas apenas 12 ou 15 textos dos 300 a 400 recebidos por dia são publicados. Sete pessoas, incluindo Rob Malda, fundador do portal, selecionam o material. A diferença no Slashdot é que mais pessoas tem o poder de vigiar a liberdade dos outros. Nenhum texto é checado, porém membros da comunidade, escolhidos entre os que mais colaboram com os melhores conteúdos, fazem o papel de moderadores e controlam os comentários nas matérias. Eles distribuem pontos ao que é publicado e, quem tem melhor ranking, ganha maior destaque. E também são vigiados por outros membros da comunidade, que têm a responsabilidade se ver se os pontos são justos ou não. Ou seja, qualquer um pode escrever, mas será mais lido quem tiver mais pontos. E até esses pontos são vigiados.

Você pode tudo, tem a liberdade de escrever, fotografar, fazer vídeo sobre o que quiser. É a sua utopia. Por outro lado, vive em uma sociedade de controlada e enfrenta a distopia de quem está com o poder de edição nas mãos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

COMO NOSSO COMPUTADOR FUNCIONA?

Nesse mundo louco da internet, web 2.0, das conecções, interatividade... as pessoas nem sabem e nem se interessam em saber como funciona nosso computador por dentro. Como o windows funciona, como o processador age, por que cada parte é responsável. O vídeo que segue neste post mostra de forma bem divertida como tudo funciona dentro do computador quando estamos usando a internet ou outras funções dos nossos micros.

Fiquei com dó do meu HD...